No arco-íris
Mesmo assim, assim mesmo. Num pote de épocas e traços diferentes – década de oposições. De um extremo, sinfonia que grita pra ser complexa, mas que sabe que só o é para ganhar um contexto. Busca explicação na misticidade dos arpeggios de Mozart para, novamente, gritar complexidade ou comparecer no permanete escapismo e perseguição criados por exageros… complexos. Do outro extremo, nudez. Clareza na pele, no olhar, nas atitudes e também na tentativa de não ser transparente, mas até nisso transparece. Nesse sentido, pena da clareza, pois desanda a encontrar pessimismos externos e, por fim, internos. Assim mesmo, mesmo assim. Partindo da afinidade mais próxima para o oposto mais distante de qualquer harmonia.
Why should I stay here? There’ll be something missing…
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