Remaining young forever

Niterói, eu te amo II

Orkut? Nada. Twitter? Só os gols do SporTV. Blog? Nada. Rua.

“Boa noite, Alfredo!”

“Boa noite, Carol!”

… mas não tinha rumo (nem idéias para poder não ter rumo). Só tinha aquela sensação de ter que dar uma chance para a vida acontecer. Ri de mim mesma. Sim, havia surgido uma trajetória na minha cabeça. Essa se contrói quando se está longe de uma pessoa, em particular, e você traça caminhos em que há mais possibilidades de encontrá-la, para dar mais chances ao Destino, caso ele acorde de bom-humor. Quando vi, já o estava fazendo. É claro que, sempre que se age assim, racionalmente você sabe que nada acontecerá, mas no fundo uma esperança está acordadinha. Mas não nesse dia. Nesse dia eu sabia que nada aconteceria, e a a minha consciência também.

Foi quando, como um vulto, acontece. E a Cena não para por ser uma descrição, mas por instinto. O Instinto Maior. Aquele que te priva de todos os instintos e te transforma em um acéfalo. E assim, sem mais nem menos, o que era, nas suas iminências do sono, a coisa mais linda de se imaginar, com tiradas sagazes, cinismos inteligentes e troca de olhares que fariam cegos se apaixonarem, torna-se uma comédia da vida privada. À Bridget Jones. Daquelas que, quando terminam, você se constrange e se esconde debaixo do travesseiro, mas tenta fingir que faz parte da vida, quando, na verdade, faz parte do abismo que você acabou de cavar.

Mas o pior é quando a poeira abaixa. Quando você se conforma ser, de fato, uma pessoa vergonhosa, efusiva e mais outra característica das Almas de Gordas. Quando já tá  tudo superado e a tal pessoa vem falar com você. Por um momento, é inacreditável. Por outro, a REconstrução do seu quase-ego REcomeça, assim como a do seu próximo abismo.

Porque, aos que pensam que foi boa vontade ou interesse, eu digo que não passa de dó.

25 de março de 2010 Publicado por | Niterói, eu te amo. | Deixe um comentário

Sujeito Paciente

… there’s a way out.

Até aqui, até agora, até esse exato momento a esperança é um conforto. Mas amanhã, quando a tal esperança cair para a vida, vai ver que não passava de um realismo pessimista. Por mais que já soubesse que o fosse. E por mais que já soubesse que nunca deveria ter sido alguma coisa, nem existido, nem criado!

Cartada final. Toda esperança tem seu Ás na manga, e se o tem é porque não soube jogar. Perdeu o Full House e o Straight por gula das fichinhas que estavam sendo acumuladas na mesa. E adivinha só? Tentou dar All In, mas esqueceu que a carta que estava esperando já tinha ido embora nas rodadas anteriores. Já estava na mão de um desses dealers da vida. Go slowly, come slowly to me. Patiently.

I didn’t care

But now i can see

No way out.

9 de março de 2010 Publicado por | Nude... :) | Deixe um comentário

   

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