Pensamento profundo n°2
É. Tem gente que não muda mesmo! “o eco é amiúde mais lindo que a voz que ele repete”… Tá. Também tem os que mudam. Ah, mas eu sei que passa batido, e que só o fazem por determinismo social. Nem percebem que já não os são mais! Eu não. Deve ser por ter muita sorte em jogo, mas percebi cada instante, cada pessoa e cada metamorfose que me “morfava”.
… e chegou assim, na surdina, quebrando as verdades absolutas da minha pseudo-vida, formada de eus encubados. Foi bonito mesmo, viu. Senti, sem saber, o meio termo de amizade e paixão; é o que você, não sabe por quê, nem pra quê, mas precisa ter por perto. Só ter. Sem intenção. Só ter (pode ser a descoberta do Carinho pelo Insensível ou possessão não-possessiva. Ou os dois).
Mas, vai… isso é normal! Deve ser essa a tese de “bons amigos”. Aí que tá: se amigos são dispostos que se atraem, eu tinha encontrado o meu niilismo. E ficou assim. Eu e a merda do verbo “ter” se transfigurando no meu oposto. Aí, já era. Já nem importa o quanto o seu mundo passa a destoar da moral ou da ética. Chega a ser um desaforo com sua personalidade, mas que começa a engolir orgulhos quando encontra um outro lado seu naquele verbo.
Não sei mesmo. Dizem que nunca podemos ir além de nós mesmos, e que não pode haver na criação algo que já não havia no criador. Então, aceito tudo como aviso e desaviso, do meu corpo, pro que o inconsciente cisma em internar.
E quanto ao verbo? Vai continuar por aqui, numa prateleira, como se fizesse parte de uma coleção unitária, já que coleções são pra sempre!…
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