Coesão – Parte II
Appy-polly-loggies
Eu não podia acreditar.
Realmente, não podia. É que devo ficar nervosa quando lido com situações sérias. Então, o riso me escapa…
Eu era o reflexo do meu repúdio. Era o empirismo de Hobbes, já que, como poderia culpar a sociedade com uma hipocrisia? O sorriso foi tão nítido, tão instintivo, que era óbvio que eu não tinha conhecimento das minhas intenções. Isso se dá pelo fato de eu nunca ter me considerado má.
- Não conte a ela que você está a par de tudo. Ela nunca me perdoaria, mas foi necessário. – falei de súbito, com a coitada ainda saindo, ao tentar me livrar de alguma agonia.
- Claro que não. E obrigada. – disse, inocentemente, como a maioria de nós, que sempre acredita que a bondade pode e deve estar nos outros. Já que, definitivamente, não está em você.
Essa última frase; esse agradecimento. Poderia ter ficado em branco para que eu, pelo menos, continuasse o meu dia me conformando em ser, simplesmente má por natureza. No entanto, ao dizer “obrigada”, tira-se o peso de uma ”tarefa a recompensar” e o transfere em forma de “sou um bom cidadão” para quem o falou. Não consigo, contudo. Assim sendo, carreguei não só a certeza de que era o espelho das minhas hipocrisias, mas a esperança inválida da humanidade nela mesma.
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Muito, muito legal o texto, tava com saudade de entrar no seu blog… Fiquei curioso agora, que situação foi essa??
Ela é baseada em uma situação que você sabe muito bem qual é…
uhm…