Na iminência de dormir (from a[n] [un]believer)
Livro? Livro já não distrai; atrai. Principalmente Dostoievski, que de tanto bancar de guia turístico de São Petesburgo me destina ao não-destino que me atormenta. Porque de descrever, ou melhor, escrever sobre as pes… coisas. já basta eu, não? Chega a ser obsessivo… SERÁ? Não! Será mesmo que eu sou a última cena de “The Graduate”? Acho que o que separa os atos de rebeldia, criados a partir da vontade do impossível, do amor é uma linha muito tênue… QUE TÊNUE, O QUÊ! É nisso que você quer acreditar, não é? Que tá perdendo esse tempo todo de cold case porque acha que vai ressucitar um sentimento que nem nunca nasceu! Mas o conveniente dói… e há e entrar nesse vácuo – que você chama de cabecinha – que é tudo uma mera invenção pra preencher um vazio que você não consegue conviver. E isso é fato. Impossível viver nesse oco. MAS DESDE O PRIMEIRO DIA! Não foi no ato do desespero, pelo contrário. Foi transição de um momento para o outro… pois é. “Você vai se fuder se ficar nessas transições”. Culpa é minha se não consigo parar uma conexão, fazer uma ligaçãozinha aqui e outra ali? Que que tem demais nisso? Além do mais, acho que ter várias ilhas de interesse banaliza o que realmente é o interesse e passa a ser… preenchimento do vazio – e não é disso que você precisa? NÃO! Claro que não. Aliás, é do que menos preciso. Chega. Cansei de brincar! Quero levar a coisa a sério agora. Vamos ser racionais – mas não é coisa racional – mas se o que você lida é racional, você tem que agir assim – ok. já disse da minha birra em relação à isso, né? – já. Mil vezes – sorry. Mas então tenho que pensar… e nada do que eu pensar aqui, nessa cama, ou melhor, nesse leito, vai adiantar; ele já tá gasto demais. Tem que ser novo – e olha que ideias novas já viraram um clichê, hein, menina?. Ok. Mas e ideias novas em um lugar novo, em um ar novo? É… vou subir as montanhas, vou bem pro cume, para ter uma visão mais panorâmica; vou subir o mais alto que eu puder no Rio de Janeiro! O mais alto! E ai de quem disser que quanto mais alto, maior o tombo… Pois a esses eu digo que clichês são para os que não possuem intuição.
Na iminência de dormir (from an insecure)
Um livro. É. Um bom livro vai esvaziar meus pensamentos, enchendo-os. E uma rede também; porque talvez seu balanço leve embora esse frio na minha barriga! … mas ele tirou foi meu foco. Ele… ele? Pois é! Eu diria que é obra do destino. Pobre destino!; me deixou voar e eu caí. Agora ele está tentando consertar e eu cismo em reclamar… mas ele sabe que não tenho paciência (ou coragem) pra dar passos de impulso pra trás. Appy-polly-loggies! E também pra outras coisas. Ou pra tudo, pra todos. Culpa é minha se já acho tudo tão retrógrado? Pois digo mais: foi necessário um psicólogo pra te mostrar que não se força ninguém a ter religião e nem se tira dinheiro! Não duvido nada que, nessa mesma cabecinha, seja necessário outra pessoa pra dizer que o meu mundo é diferente e isso tá certo! E só reclamo disso porque “insuportável” ecoa na minha cabeça… e dizer que “todo mundo concorda” me incomoda tanto, não pela semântica (que sei não ser verdade), mas pela intenção de me deixar instável, insegura. O mais inseguro é quem tenta deixar outra pessoa insegura… seja pra mudar seu jeito de ser ou… ganhar um debate. =) Sempre me chamaram de chata por querer ganhar debates ou ter que “acrescentar” algo a mais… e eu comecei a me policiar, até que vieram e me disseram que essa é uma qualidade de poucos e que o sobrinho diplomata lá também era. Aí que desandei a ser insuportável! Insuportavelmente diplomática! “mas eu só to querendo acrescentar, tá?” Pff… Diplomata… diplomata… nem me ligo mais em ir até Janeiro com essa história. Até que já to pensando no pós-aula de Janeiro. Tenho que me livrar o mais rápido possível daquele lugar, porque… aí sim. Aí sim e ponto. Não vou falar! Tenho vergonha! E de vergonha já to por aqui… vergonha alheia de mim mesmo. Ihhhhh… blablabla, esquece isso, volta pro lado positivo do raciocínio obviamente ilógico! Ok. Não. Não dá pra desvirtuar. É tão absurdo assim? Pesadelo! Pesadelo! Mosquito. Cama. Já.
Na iminência de dormir (from an insomniac)
Merda, merda! Amanhã tem aula 7 horas e tenho que dormir. Já faltam 5 horas pra eu acordar; olheiras. OLHEIRAS, NÃO! É terça, dia d…ele. Helena ou Capitu? Vai saber… nem ele sabe. Ah, esse desconhecido… será que eu minto tentando convencer a mim mesma ser isso o mais interessante, mas é, na verdade, o que mais incomoda? Incomoda, sim. Queria o quê? Que tudo fosse correto, estável, seguindo o fio da meada do amor clichê? Alguns raros clichês do amor são legais. Essenciais. Mas nem gosto de poesia! Nem sinto saudades! Andam me chamando de insensível que nem sabia que era; sempre fui tão clichê. 4 horas. Droga de calor, puta que pariu. Se eu fico com o cobertor, sinto calor, se tiro, mosquito. Desde que não tenha zumbido. Também, quero que se foda! Vou conseguir fazer aquela pestana. Todo mundo entopido de heroína conseguindo; tem que ser muito idiota. Ah! Tem que baixar aquele CD da Patti Smith. Não pode baixar, blabla. Tão correto, não? Perversamente inocente e inocentemente perverso. Pensa que inebria todo mundo com esse jeitinho romântico (que todo mundo sabe que não é), porém o faz com maldade sem saber que é mau pra ser diferente e chamar atenção (que ele sabe que carece, mas não sabe que eu sei). Só eu sei. Eu posso ajudar! Vou ser Helena. Credo! Ela é muito chata. Ele terminou e, sendo assim, todo mundo sabe que tenho que ser Helena! Mas, daí, todo mundo é Helena. Helena é clichê. Então, fujo do clichê. Mas e se todo mundo quiser fugir também? Então, não ser clichê, é ser clichê. Odeio esse desconhecido, que saco. 3 horas. Foda-se, vou adiantar esse despertador 20 minutos – Ah! Agora sim terei uma boa noite de sono – quer saber? Entrego minha manhã. Tenho a desculpa de ter insônia. Pronto, livrei a consciência dos outros! A minha, não. Ela foge de mim, mas já criei asas e aprendi a voar. Se eu não passar, sei que foi porque me entopi de Sibutramina e café. Mas e a minha mãe? Tá achando que dou meu melhor, mas o que que eu posso fazer se o meu melhor já passou? Eu dei meu melhor, não consigo mais. Foi efêmero! Azar vai ser se a minha sorte também for. Conto com ela. Não vou contar. Nem sinto saudade! Nem gosto de poesia! Desandei a tentar ser Helena que nem sou! Ou sou? Finjo não ser porque é chato. Sou chata e nem sei; ou sei. Tento esconder essa chatisse que me persegue me forçando a odiar os clichês e amar a imoralidade. Mas eu amo, sim! Eu juro que amo! Eu sinto que amo! É legal, de verdade. Amo. “Amar” é uma palavra muito forte. Sei que amo quando o meu universo paralelo aparece pra mim nas aulas, nas esperas, nas leituras, nos filmes, em tudo. Assombração. Agora dei pra achar isso do amor. E, tentando fugir da chatisse, tirei de mim o que me move. Já não sinto os pés, as pernas, a barriga, o pescoço… e a testa vai perdendo sua expressão, a boca para de secar e os olhos param de sangrar.
On my own, here we go.
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